quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Capítulo cinco

   Maggie ficou a semana toda me importunando para irmos a uma festa na casa de Bruno, na realidade era mais uma reunião entre amigos. Sabe aquele dia em que meu trabalho foi leve? Então, foi só aquele dia mesmo, pois no outro dia apareceram três projetos de última hora. Eva? Ela continua transitando por lá em seus dias respectivos, porém fica mais na sala de seu marido, fico agradecida. Ah! Já ia me esquecendo, uma nova engenheira apareceu por lá, Simon disse que ela estava estagiando e acabou ficando na minha sala e do Quentin. Seríamos responsáveis  para avaliar seu desempenho, e se fosse bom, Simon a contrataria, pois precisamos de mais alguém na companhia.

   Ela se chama Abigail, um pouco mais alta do que eu, na realidade bem mais. Loira e com a pele levemente bronzeada, tinha um corpo lindo, ela é linda. Pelo pouco que conversei com ela, tem 26 anos e é de Los Angeles mesmo. Muito simpática e serena, acredito que com mais algumas conversas, possamos ser amigas. Em seu primeiro dia de estágio, Q bem que tentou disfarçar, mas não tirava os olhos dela – ficaria feliz se ele se aproximasse mais dela, pois em minha opinião os dois combinavam.

   Voltando a tal reunião, bem, Maggie bem que diz pra eu tomar cuidado e que ela não vai muito com a cara do Bruno, mas passou meu número a ele. Sem vergonha. Na realidade teria um jantar também, e como seria só domingo à noite, aceitei, até porque segunda não haveria trabalho. Uma folguinha sempre ia bem.

   Almoçamos e, olha o milagre, dessa vez eu saí do meu cubículo e fui para o apartamento deles. Eu até estava animada, e para não passar a tarde todo enfurnada ali, resolvemos dar uma caminha pela orla da praia quando o sol estivesse mais baixo. Estávamos jogando pôquer – que modéstia parte eu era boa, nada de supercampeã, mas dava pra ganhar algumas rodadas -, quando escutei o toque de mensagem do meu celular. Peguei-o e vi uma mensagem de um número desconhecido. Deveria ser do Bruno, já que não havia salvo seu número e ele também não tinha me mandado mensagem alguma.

“Primeiramente sou eu, o Bruno. Não fique nervosa, foi sua amiga quem me passou seu número. Só queria confirmar o horário do nosso janta/reunião; às 20:00 na minha casa. Não se preocupe com transporte, Dre irá buscar vocês e... Se não for abuso, já que mal nos conhecemos, podem passar a noite aqui, amanhã vamos pra piscina. Ah! Se quiser trazer alguns amigos, fique a vontade. Vou parar de escrever agora porque essa mensagem já parece um texto. Beijos, Bruno.”

Eu ri com a sua mensagem e logo respondi:

“Bem, agora seu número já está salvo. Sobre a carona, muito obrigada e se vamos dormir aí, verei com a Maggie. Beijos e até amanhã à noite. Emma.”

Votei para mesa e Maggie já veio com seu interrogatório.

– Hmm, já está trocando mensagens com o senhor tentação? – falou me olhando maliciosamente.

– Ihh, para de neura mulher, ele só estava confirmando o horário do jantar, disse que se quiser podemos levar mais alguém e perguntou se queríamos dormir por lá, já que na segunda eles vão, tipo, festejar na piscina – falei enquanto formava uma jogada em meus baralhos.

– Não sei não, vocês podem não trabalhar, mas segunda eu ainda abro minha floricultura.

– Maggie, Maggie, um dia de folga na semana não mata ninguém, aliás, acabei de bater. Passem as fichas pro papai aqui. – Quentin falou estendendo suas cartas pela mesa e puxando as fichas para ele. – Sem contar que a Emma vai ver seu “amorzinho” – impressão minha ou ele falou bem ironicamente?

– Hmm, olha o ciúmes – disse Maggie.

– Ciúmes nada, apenas a verdade. – Ele falou olhando as cartas e depois me encarando. – Não é verdade?

Revirei os olhos e bufei.

– Tirou o dia pra me atazanar?

– Claro que não, amiguinha, apenas sou sincero – falou sarcasticamente.

Sinceramente, aquela atitude infantil dele já estava me irritando.

– E se eu quiser vê-lo, o que você pode fazer? Nada, pois a vida ainda é minha, até onde sei - falei com a 
voz levemente alterada.

– Tudo bem, fique a vontade em correr direto para os braços dele, mas se der alguma coisa não venha choramingar pra mim – ele abaixou suas cartas e me olhou. Maggie e eu fizemos o mesmo. Eu não acredito que a essa altura ela estava dando chiliques.

– O.k gente, chega. Não precisa de tanto, vamos voltar para o jogo – Maggie tentou pacificar as coisas.

– Você tem razão, pra mim chega, perdi a vontade de jogar – falei já me levantando e seguindo até a porta e senti alguém me segurar pelo braço.

Maggie me segurou, inclinando um pouco a cabeça em direção ao seu quarto, querendo conversar. Virei-me e segui-a, passando perto de Q sem nem olhá-lo.

– Não liga pra ele não. Assim como eu, você sabe que ele te ama, gosta de ti muito além do que amiga, então dá um desconto. E não adianta negar que não sabia, porque eu sei que sabe desde quando éramos crianças – Maggie falou calmamente sentando-se com pernas de índio em minha frente na cama e segurando minhas mãos.

   Na realidade eu sempre soube, mas nunca quis admitir isso para mim mesma pra não estragar a nossa amizade, nossa pequena “trilogia”.

– Eu sei Maggie, eu sei, mas ele não tinha o direito de ficar de indiretas assim, Poxa, é só falar de vez – flei um pouco baixo. Não, não iria chorar, mas estava me sentindo um pouco mal.

– Eu te entendo, mas releve e eu vou ter uma conversa séria com o senhor paixão lá – sorrimos. – Você sabe que eu te amo pequena, não fica assim – nos abraçamos fortemente, Maggie sabia me ajudar quando mais precisava. – Já volto – ela disse assim que nos desvencilhamos.

   Ela saiu do quarto e eu me deitei um pouco em sua cama – que é muito confortável – e fiquei olhando para o teto, até uma voz um pouco mais alta soar próxima ao quarto. EU sei que é errado escutar a conversa dos outro, mas eu realmente estava curiosa.

– Quentin, você está sendo imaturo, por favor não grite – Maggie falou autoritária.

(...)

– Q, não aja assim, não adianta, ela não te ama assim como você. Eu te amo meu irmão, mas você tem que aceitar essa condição e seguir teu caminho. – Ela falou novamente e eu pude imaginar os dois num abraço terno.

– Tudo bem Maggie, mas eu ainda posso tentar, eu... Eu nada, ela deve gostar sim do Bruno, mas tentar mais uma única vez não vai me matar... Maggie... Ai eu a amo, por mais que eu tenta não amar eu amo. Você tá mais do que certa, sufoca-la não adiantará de nada, porém tentarei só dessa vez – dessa vez escutei com mais clareza o que ele disse, foi um choque em mim.

Não sei explicar o que senti, mas foi como uma pontada no peito e um frio enorme na barriga. Aí sim senti meus olhos marejarem e lágrimas teimosas deslizarem pelo meu rosto. Abri a porta do quarto e saí rapidamente, eles ainda conversavam ali. Não sei, agi por impulso e dei um abraço apertado em Q, senti ele sorrir fracamente e me desvencilhei, indo até a porta de saída.



   Pois é, quem diria que um simples jogo de cartas se tronaria uma bola de neve na minha cabeça.

  • Então ajsbdhsgdjad eu tô tentando postar o mais rápido que posso, sério. Ontem nem sequer entrei pelo computador porque eu tava quebrada kashdhi pra que não sabe, eu trabalho meio período, duas vezes por semana, mas agora tá bem mais puxado lá, ainda faço curso lá, ou seja, tenho só segunda, quinta e final de semana pra escrever, mas às vezes cansa. E ainda tenho um trabalho enorme de Educação Física pra fazer, que envolve apresentação...Enfim, ultimamente fico mais fora de casa do que dentro kjasjas
  • Por isso tô postando tarde hoje, mas compenso no sábado, ou se der, amanhã, já que tenho inglês a tarde e mais umas coisas pra fazer. Capítulo sem muito Bruno e mais Quentin jabshhjshd mas é necessário pra que entendam o desenrolar da fic, sei que deve estar mega chato, mas aguentem as pontas um pouco. Não sou de cobrar comentários, mas alguns recadinhos nas minhas redes sociais - hmm como sou chique - me deixam feliz. É isso, aproveitem e prometo capítulo grande no próximo.
  • Mais uma coisinha, na aba "Personagens" já tem a Abigail, se quiserem dar um olhadinha :)



Nenhum comentário:

Postar um comentário