segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Capítulo Dois

   Maggie me arrastou pro shopping, queria comprar uma roupa decente de balada pra mim, mas geralmente as roupas não são tão “decentes” assim. Acho que ficamos umas três horas no shopping, e ela comprou coisa que nem precisava, mas tudo bem. Comemos alguma coisa – já que sou uma pessoas que ama comer-, pagamos o estacionamento e fomos embora.

   Ficamos enrolando a tarde toda, mas enrolando com essa ‘balada tunts tunts”, fizemos nossas unhas e Q ficou vendo filmes, ela já devia estar entediado. Assim que minhas unhas secaram, tomei meu banho e fui me trocar. Maggie mal me deixou sair do banho e já foi me dizendo o que vestir e o que não vestir e blá blá.

– Ai que linda! Me sinto até a maquiadora e figurinista das estrelas de Hollywood. – Disse juntando as palmas das mãos e me dando passagem para olhar no espelho. Realmente ficou linda.

– Olha só, senhorita Benners arrasando na maquiagem e roupa.

– Oh querida, Jesus me fez perfeita. – Pois bem, eu ri com isso e acho que já ouvi antes.



***
   Chegamos na tal balada e Deus, se a fachada é bonita, imagina lá dentro?! Talvez esteja exagerando, mas é bonita sim. Fomos até a porta, uma moça com um rosto bem simpático olhou na lista e colocou uma pulseirinha de papel verde fluorescente em cada um de nós. Quando adentramos ao recinto – me desculpem, tenho mania de falar “estranhamente” quando fico nervosa/ansiosa – eu fiquei de boca aberta, sei lá, acho que é por eu nunca ter sido vip, ou pela balada ser realmente badalada... ou por um ser eu mesmo.

   Maggie percorreu seus olhos por todo o local, Quentin estava do meu lado e dava risinhos baixos – acho que pela minha cara de retardada. Não sei quem, mas ela avistou alguém, acenou e nos puxou para perto de uma escada, haviam dois seguranças (pra mim pareciam mais duas lombrigas com terno e gravata no famoso pretinho básico, eles eram magrelos) e mostramos nossas pulseiras a eles. Subimos. É, estava pela primeira vez numa área vip.

– Minha nossa Maggie, isso daqui não é uma balada, é um ninho de tentações! – falei e ela riu e se virou de frente para mim. – Emma, aproveita, tá legal? A gente vai ficar no meio deles, você vai conhecer o Kam e tem outros meninos da banda que são solteiros. Só não engravida por favor. – Ela era doida, mas sempre dava conselhos bons.

– Antes de entrarmos no meio deles, tenho uma pergunta. E o senhor grande Bruno Mars? – perguntei a encarando. Ela mudou rapidamente de expressão, me olhou meio preocupada e continuou.

– Hmm, só não... só não se mete com ele tá?! Eu sei que ele vai ser charmoso e tudo mais, só não caia em tentação. – eu apenas assenti.

   Era um lugar até que, bem dividido. Uma área separada em três “salas”, passei meus olhos por elas, que estavam bem lotadas e seguimos Maggie até uma delas, a última pra ser mais específica. Quando cheguei mais perto pude reconhecer quem acenou pra ela, um homem bem alto e sorridente. Ela caminhou até ele, lhe deu um selinho e nos apresentou formalmente como seu namorado.

   Fomos apresentados a todos, Maggie foi com Kam para a pista de dança e eu fiquei abobalhada, olhando e falando com eles por alguns minutos, e depois me afastei um pouco, sentando em uma das poltronas perto de uma mesinha com baldes de gelo e bebidas. Comecei a olhar toda aquela gente, bebendo, enlouquecendo, dançando, se divertindo... Acabei entrando em uma pequeno transe.

– Esse lugar está bem animado pra ficar quieta em um canto, mexendo no celular – levei um susto que meu celular quase viu a morte.
Olhei pro meu lado e o senhor “não caia em tentação” estava sentado, segurando um copo com whisky e me olhando sorridente, até.

– Ai meu Deus, você é o Bruno Mars? Você é de Marte mesmo? Ai caramba eu falo coisas sem nexo às vezes – eu realmente estava nervosa. Um ser humano famoso falando com uma reles mortal como eu. Ele apenas riu de mim e senti minhas bochechas corarem.

– Ah, tudo bem. Gosto de pessoas meio malucas, e não, não sou de Marte. – Eu sorri e maluca é a tia dele, mas tudo bem.
Silêncio.

 – Então, você vem sempre aqui? – Emma, só não te bato porque sou seu subconsciente. Pergunta maravilhosamente idiota, mas vamos seguir em frente.

Ele deu um sorriso e falou:

– Bem, eu não sou de repetir as casas noturnas.

– Interessante – falei indiferente.

Ele se ajeitou na poltrona ao meu lado e ficou alguns centímetros mais próximo de mim. Não sei explicar, mas um arrepio correu por minha espinha, me fazendo tremer imperceptivelmente.

    Eu podia jurar que ele estava fazendo isso de propósito, escutei um risinho baixo, mas tentei não prestar atenção. Ele foi chegando mais perto, e eu fui me afastando para trás, mas em vão. Anotação um para meu cérebro: poltronas não são boas se você precisa recuar pra trás.

   Caraca, eu estava nervosa? Não sei como ele conseguia se esticar tanto até mim, mas já sentia sua respiração próxima, seus olhos eram... hipnotizantes. Num movimento involuntário – fiquei feliz por meu corpo ter feito isso -, me coloquei em pé, olhei pra ele que me olhava um pouco surpreso. Ai caramba, meu corpo não me obedecia, só sei que sorri novamente e ele retribui se colando de pé à minha frente, bem na minha frente.

– Você sempre é assim... imprevisível? – Deus, me ajude, o que está havendo comigo? Seu hálito de whisky me fez fechar os olhos.

Eu não tive reação, apenas mexi a cabeça estranhamente. Senti sua mão direita me envolver pela cintura, enquanto sua mão esquerda segurava meu rosto delicadamente. Nossos lábios se tocaram. E que lábio, 

Envolvi seu pescoço com meu braços e arqueei de leve minhas costas para trás, seu beijo era leve e ao mesmo tempo saboroso. Nossas línguas entraram em perfeita sincronia e assim foi até eu sentir sua mão caindo suavemente pelas costas, depois pelo meu quadril, minha coxa... Parei.


  
   Abri meus olhos, foi como um alarme tivesse apitado dentro de mim. O empurrei com certa força pra trás, fazendo-o cambalear um pouco. Nos olhamos, não sei como foi nosso olhar, mas nos encaramos um rapidamente e me virei seguindo para fora do camarote. Quando já estava perto da saída senti alguém segurar meu pulso e me virar. Encarei Bruno, o qual me deu um sorriso, hmm, malicioso.

 – Não precisa ficar bravinha, se quiser podemos ir pra minha casa e terminar o que mal começamos - o olhei incrédula. Eu sabia que poderia ouvir isso, mas...

– Não. Muito obrigada -  me desvencilhei dele. – Se pensa que sou qualquer uma que você está acostumado a levar para cama, saiba que não sou. Beijar tudo bem, num lugar desses todo mundo beija, mas sair com o primeiro e transar com ele comigo não rola – me virei novamente e desci as escadas até a pista de dança.
  
Procurei Maggie, disse a ela que queria embora. Nos despedimos de todos, peguei meu celular e disquei o número de Q para nos buscar.





sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Capítulo Um

   Eu poderia começar com “Oi, me chamo Emma Carter, tenho 27 anos e blá blá blá”, mas prefiro começar por minha história de vida, a qual é entediante e com uma pequena frecha de divertimento, amor incondicional e decepções. Poderia ser um certo flashback, porém serei a narradora intrometida no texto e/ou história – narrador-personagem.
   Tudo começou em um dia ensolarado no campo...Opa! Volta a fita. Como disse, minha vida não é nada de interessante, e sim rotineira. Trabalho em uma “companhia de engenheiros civis”, é como um escritório, só que um pouco maior – não é a quantidade de pessoas que trabalham, e sim o lugar em que passamos mais tempo, onde planejamos tudo. Basicamente é meu chefe Simon e os engenheiros (as): eu, Peter, Stuart e Quentin – meu melhor amigo – e a entojada Eva. Ninguém gosta dela, nem mesmo os meninos, o que é estranho porque ela tem um corpão, mas é daquelas pessoas que faz questão de ser odiada. É cheia de “não me toque”, “sou a fodona daqui” e mulher do chefe; ela só vem aqui pra pentelhar mesmo. Mas como Deus é pai e não padrasto, Eva só aparece as terças e sextas.
   Nunca me dei bem na escola, com as pessoas, sempre fui a CDF, tímida e quieta, conversava com algumas meninas, mas meu amigo mesmo é Quentin. É como um irmão pra mim – e CDF também. Acho que é isso é uma lei de todas as escola dos Estados Unidos da América: CDF’s andam com CDF’s, populares andam com populares, meninos do time com meninos do time e idiotas com idiotas, seguindo uma “cadeia alimentar das escolas”. E cá estou eu, numa profissão um pouco cansativa, cheia de seus cálculos e derivados. Prédios e mais construções. Evas e mais Evas.
***
– Nossa, você, sei lá, não fica um pouco angustiada de viver sozinha nesse apartamento? – Pergunta Quentin enquanto eu pegava minha bolsa no sofá e as chaves do apartamento e do carro.
– Pra começar que você e sua irmã moram no apartamento do andar de cima e vivem mais no meu apartamento do que no de vocês. – Falo tirando a chave da porta depois de trancá-la.
– Mas Emma, ele não falou sozinha nesse sentido, e sim no sentido “você não sente falta de um amor, de um companheiro por perto, que possa te fazer carinho e transar”. – Maggie, a irmã de Quentin se pronuncia meio loucamente. Quentin corou um pouco e ela e eu caímos na gargalhada.
– Bem, chega de palhaçada, vamos logo que eu tenho que trabalhar.
– Querida, também trabalhamos viu, não somos vagabundos não. – Maggie faz uma pose estranha me fazendo rir de novo.
Descemos para garagem do prédio. Quentin sempre  vai comigo no meu carro, já que sua irmã precisa do dele. Maggie tem uma floricultura no centro, até que é famosa em Los Angeles.
   Chegamos na nossa querida companhia de engenheiros civis e fomos logo pra nossa sala, e para minha infelicidade hoje é sexta, dia de Eva. E falando na peça, ela surge na porta da nossa sala. Eita boca santa a minha.
– Olá queridos. – Ela diz com a voz mais enjoada possível. – Vim trazer esses projetos para vocês, preciso deles prontos hoje. – Ela veio rebolando até nossas mesas com os papéis em mãos. Uma coisa eu falo: tenho inveja do corpo de Eva. Gostaria de saber como ela mantém suas curvas e pernas aos 47 anos.
Coitada de mim, tão magrela que se alguém suspirar eu já caio.
   Q e eu fomos até a Starbucks tomar um café na hora do almoço, na verdade não pedi um café literalmente e sim um milk-shake bem servido, uma bomba calórica deliciosa.
– Às vezes me pergunto como você não engorda, desde o colégio você come feito uma vaca enorme e nenhuma grama de gordura no corpo. – Q fala me olhando devorar o tal milk-shake.
– Primeiramente obrigada pelo “vaca”, é um animal até que bonitinho, e respondendo a sua dúvida de anos, eu não sei. Talvez eu seja magrela de ruindade, mas se eu fosse mais gordinha eu ficaria feliz. – Digo e já tomo mais um pouco do milk-shake.
– Não entendo vocês, mulheres. Se estão gordas demais reclamam, se estão magras demais reclamam também. Vai entender.
– A gente não reclama, apenas fazemos pequenas observações.
– Okay! Mas se serve de consolo, você é linda assim, sem por nem tirar. – Quentin sendo fofo. Sorri em retribuição ao comentário.
   Terminamos de tomar nosso lanchinho e voltamos ao batente. Os projetos não eram tão complexos, então conseguimos terminar logo, e a tarde correu como sempre, meio quieta. Chegamos ao prédio, cumprimentei o Sr. Williams. O porteiro mais gente fina que já conheci. Subimos e como já imaginava Maggie já estava no eu apartamento. Na realidade eu nem sei por que eles têm um apartamento, é tanto aqui no meu que até dormem e tudo mais, porém eu gosto disso, da companhia deles, acho que eu realmente preciso de alguém, quando fico sozinha dá uma certa angustia, como disse Q.
   Um tempinho depois do jantar eles foram embora, tomei meu banho, coloquei meu baby doll, hoje estava quente e me deitei. Na verdade eu entrei em coma, porque num piscar de olhos já adormeci.
***
   Ai que maravilha, hoje é sábado, pude dormi até tarde; na realidade estou me levantando agora, e são exatamente onze e vinte da manhã. Coloquei minhas pantufas e fui até o banheiro fazer minha higiene matinal. Caminhei até a cozinha, deixei o pó na cafeteira e sentei-me na banqueta do balcão da cozinha e comecei a folhear o jornal. Mas só comecei mesmo por que ouvi a campainha e já sei até que é, ou melhor, que são.
– Oh mulher, de pijama ainda?! Vai se arrumar que vamos fazer compras, hoje tem uma balada bem tunts tunts pra gente ir. – Não disse que eles vivem mais aqui do que lá. Maggie entra seguida de Q.
Não que eu não goste de ir ao apartamento deles, eu já fui, mas sei lá, sou meio esquisita. Ou talvez seja essa rotina deles sempre aqui que me acostumei, na verdade eu me acostumo rápido com rotinas, pra mim nem são entediantes assim.
– Além da balada tunts tunts, ela tem um novidade pra você. Ela já me falou. – Q desliga a cafeteira e serve um pouco de café pra ele.
Maggie se ajeita na banqueta ao meu lado, tosse um pouco como se estivesse limpando a garganta para um discurso e se pronuncia:
– Estou namorando! – Quando abro a boca pra dizer algo ela eleva a mão direita pra mim, pedindo pra não interrompê-la. – E ele é de certa forma famoso.
Okay, eu ainda estou processando a informação.
– Você namorando um ser famoso? – ela assenti positivamente – Ai mulher, desembucha logo quem é. – Agora eu realmente estava curiosa.
– Lembra quando eu fiquei um mês em Nova York?! Pois bem, eu o conheci numa balada de lá. E antes que você se mate de curiosidade, o nome dele é Kameron, mas pode chamar de Kam. – Ela disse, mas eu ainda não sabia que era. – Pra melhorar a situação, ele é integrante da banda do Bruno Mars, por isso é de certa forma famoso.
Assim que ela terminou de contar eu fiquei com cara de retardada. Bem, quando você vê qualquer outra pessoa anônima namorando uma pessoa famosa, você nem liga tanto. Porém, quando isso acontece com pessoas próximas de você é estranho.
– Foi ele quem nos convidou pra balada tunts tunts. É hoje, as nove, perto da minha floricultura. Seremos vips minha cara amiga e meu caro irmão. – Disse ela toda empolgada.



  • Ah, oi! Eu novamente enchendo o saco com outra fic jashasujhhjan mas essa eu acho que termino - não vou deixar pela metade, eu acho.
  • Espero que gostem, capítulo sem gif porque eu não achei nenhum momento pra colocar mesmo, sou estranha, eu sei.
  • O nome da fic é o nome de uma música da Adele <3 ai gente, sou Daydreamer também jashakshjsa e prometo colocar uma aba "Sobre a fic" e especificar melhor a história.
  • Provavelmente eu irei conseguir postar um dia sim e um dia não. É isso, beijo no coração sertanejo de cada um e espero que gostem.