sexta-feira, 23 de maio de 2014

Capítulo nove

   Legal, segunda-feira e mais um dia de batente. Levantei com muito custo, eu sabia que deveria ter voltado para casa mais cedo e dormido mais, agora estou com o humor não muito bom e essa cara de zumbi. Depois do meu banho que deu certa “despertada” em meu corpo vesti minha calça jeans, uma blusa social azul com bolinhas brancas e por cima um blazer azul marinho. Calcei meu scapin nude, passei um rímel e gloss pêssego deixando os cabelos soltos, molhados mesmo.

   Outra maravilha estava atrasada. Peguei minha bolsa, fui até a cozinha correndo e a primeira maça que vi na fruteira peguei, dando uma leve passadinha em minha blusa. Tranquei meu apartamento e dei de cara com Q com certo olhar sisudo e apontando o relógio, ele odeio chegar atrasado no lugares – como se eu gostasse também.

***

   Parece que hoje o dia resolveu ficar ruim para o meu lado, quase bati em dois carros hoje – com o primeiro carro a cagada foi do outro motorista que me fechou e o segundo a culpa foi minha já que ele estava estacionado e eu sou uma leiga em baliza -, quase derrubei meu café na roupa e ainda a maravilhosa Eva apareceu de surpresa no trabalho e eu pisei em seu (dessa parte eu gostei)...Ufa! Hora do almoço.

Bruno Pov’s

– Sério cara? Não acredito que ela conseguiu te dar um balão – Phil mal falava de tanto que ria.

– Você está olhando bem para minha cara? Então, ela não está achando graça alguma – digo estupidamente.

– Não precisa ficar nervosinho, acontece cara. Vai ver ela não cedeu aos seus encantos – ele imita uma menina e toco uma almofada nele.

– Não cedeu, sei, ela quase me beijou ontem...

– Só não beijou porque o bafo era enorme e ela te olhou de pertinho – Phil me interrompe com sua piada idiota e solto uma risadinha involuntariamente.

– Faça o favor de prestar atenção no assunto, está me desconcentrando – falo e ele prontamente se senta corretamente no sofá para prestar atenção, ou pelo menos fingir. – Cara, ela foi a primeira, que eu me lembre, que recusou até um beijo. Se ela não fosse pra cama comigo eu poderia entender, mas não dar nem uma bitoca já é demais.

Phil se concentrou no que eu dizia, mas sem aguentar mais soltou um riso estridente.            

– A coisa está feia para o seu lado, se eu fosse você mandava uma mensagem pra ela e pedia para se encontrarem. Depois você tentava jogar um charme e pimba!

– Phil, você é um gênio!

– Sério que você acreditou no que eu disse? – Perguntou incrédulo. – Eu não disse para você fazer isso literalmente.

– Não custa tentar. E pensando bem, se não acontecer nada tudo bem, pelo menos ela é uma garota legal.  

– Nossa, o pombinho está apaixonado – ele folga em mim.       

– Nem começa Phil, nem começa – digo em reprovação e rimos juntos.

   Ficamos conversando por mais um bom tempo, até que ele foi embora para aproveitar um tempo ao lado dos filhos.

Emma Pov’s

***

– Isso é hora de aparecer pra me amolar? – Falo assim que Maggie entra.

– A casa é minha também, não se preocupe – diz toda convencida -, agora bate bola jogo rápido, o que aconteceu na casa do boy magia?

Eu não aguento não rir com os comentários dela.

– Nada demais – digo entre risos e ela me olha tipo “safada, não quer me contar mas eu sei que nesse angu tem caroço”. – Sério garota, não aconteceu nada.

– Eu me recuso a acreditar que você dorme na casa do cara e nem pra dar um beijo você serve. – Maggie e seu teatrinho dramático.

– Não sou mulher de sexo fácil não, obrigada.

– Calúnia! Como me explica os outros rapazes com os quais você saiu e eu sei que fez uma coisa chamada sexo? – Assim que terminou de falar fez um gesto como se tivesse vencido a batalha me fazendo rir.

– Você me pegou, pois é... Eu não sei, talvez seja porque ele é um cara famoso sabe?! Não é sempre que me aparece um rapaz desse porte – rimos juntas.

– Emma, você não pre... – antes mesmo que ela pudesse terminar sua frase meu celular apita e o nome “bruno Mars” pisca na tela.

– Ah, oi Bruno – assim que falo Maggie me olha e faz um coração com as mãos.

– Desculpa se te atrapalhei. Bem, você topa jantar comigo agora?

– Quem tem que pedir desculpas sou porque não vai dar – falo sem graça. – Eu acordo cedo para trabalhar...

– Essa desculpa não cola amiga, ainda é cedo e eu prometo que não vamos chegar cedo – ele fala me interrompendo.

Fiquei pensando por um tempo e vejo Maggie fazer um “sim” com a cabeça.

– Tudo bem, eu aceito.

– Maravilha! Passo aí daqui a meia hora. Beijo.

***

– Eu estava tão quentinha no meu pijama – reclamo.

– Não amola – Maggie me repreende.

O interfone tocou me avisando que ele me esperava na portaria. Desci e o vi encostado em seu carro – ah sim, ele estava lindo. Fomos conversando no carro coisas alheias até chegarmos a um restaurante próximo da praia, era mais reservado. Assim que entramos notei algumas pessoas nos olhando... Olhando ele, até que algumas se levantaram, tiraram fotos e receberam autógrafos. Em uma mesa ao fundo nos acomodamos e logo o garçom apareceu, fizemos nossos pedidos.

– Valeu por ter topado vir jantar comigo.

– Não foi nada, convite e comida são coisas irrecusáveis – falei e começamos a rir.

Olhei pelo grande vidro ao nosso lado, como a noite estava linda. A Lua estava enorme e seu reflexo no mar reluzente.

   Nossos pedidos chegaram e logo ataquei – não ataquei literalmente, não seria apropriado. Entre uma garfada e outra comentávamos algo, ele me disse sobre seu álbum que lançou semana passada e asa entrevistas que começaram a surgir. Dava para ver o brilho em seus olhos quando falava a respeito de sua carreira.

   A promessa ele cumpriu, logo fomos embora. Apesar de ter insistido para pagar a conta ele recusou dizendo que não seria certo um cavalheiro fazer isso, ri na certa.

– Prontinho senhora não chegue tarde, está entregue.

– Que belezinha cumpriu a promessa, dois pontinho para você. É isso, muito obrigada pelo jantar, Bruno. 
Da próxima eu pago viu. Tenha uma boa noite – me virei e lhe dei um beijo na bochecha.

Quando coloquei minha mão na maçaneta senti sua mão segurar meu braço, me virei e surpresa! Segurou minha nuca pronto para me beijar, porém fui mais rápida e o detive com a minha outra mão em seu peito, coitadinho me olhou todo estranho.

– Esse truque é meio antigo, meu caro. Melhor fazer uma surpresa assim – terminei de falar e o puxei pela nuca selando nossos lábios. Socorro! O que eu fiz, meu Deus. 



Não é que o moço beija bem, nossas línguas em perfeito compasso, beijo rápido porém sem gafes. Bom, melhor encerrar por aqui. Minha mão ainda estava em seu peito, então o empurrei de leve nos separando.

– Bem... É... – falei confusa olhando em seus olhos.

– Sabe... Acho...

– Acho melhor eu ir – falei abrindo a porta do carro.

– Sim, claro...

– Tchau Bruno.



segunda-feira, 5 de maio de 2014

Capítulo oito

– Desculpe minha falta de cavalheirismo, você está muito linda hoje – Bruno fala chegando próximo de mim com um copo de whisky em mãos.


– Oh, muito obrigada nobre cavalheiro, saiba que também está elegante – falo em retribuição e logo começo a rir. – Somos tão idiotas, por que a gente fala assim?

– Talvez porque seja engraçado, senão você não estaria rindo – claro, resposta mais óbvia que isso impossível. – Acho para uma nobre donzela não é educado se afastar das visitas.

– É que aqui eu estou mais perto da comida, quando for a hora de comer vou ser a primeira – falo e Bruno começa a rir gostosamente -, e estou esperando Maggie chegar e tal – respondo e tomo um gole da minha água.

  A casa não estava completamente lotada como eu havia pensado, e aquela história de jantar ou seja lá o que for, só pra inglês ver mesmo. É uma festinha entre amigos, a música eletrônica tocava ao fundo nem muita alta nem muito baixa. Fui até cozinhar pegar algo para beber e aproveitar para beliscar alguns dos petiscos que chegaram logo mais cedo.

   Quando voltei à sala Maggie chegou junto de Kam e atrás deles Abigail e Quentin, de mãos dadas? Pelo jeito rolou clima enquanto estive fora. Eles cumprimentaram todos, quando vi Maggie ela logo correu até mim soltando um gritinho histérico típico dela.

– Meus Deus, tudo isso é saudade? – Falo com um pouco de falta de ar devido ao seu abraço exageradamente forte.

– Talvez um pouquinho, nada tão significativo – diz ela se desvencilhando e eu rio.

– Você está linda – Kam fala todo cavalheiro.

– Claro, quem escolheu a roupa dela fui eu – Maggie toda convencida.

– Ai, ai, mereço isso – reviro os olhos e ela mostra a língua pra mim.

Kam pediu licença e foi junto de sua trupe. Abigail e Quentin vieram próximos de nós:

– Posso saber o motivo dos risos? – Q pergunta.

– Não. Pare de ser enxerido garoto – Maggie e sua sutileza. – Tô brincando seu idiota – acabei caindo no riso.

– Maggie, perdi alguma coisa nesse meio tempo fora de casa? – Alterno meus olhos entre Q e Abigail e Maggie. Nós dávamos risinhos baixos.

– Abigail fisgou o coração do garotão aí – Abigail ficou um pimentão.

– Abbie gente. Abigail parece a minha mãe falando comigo – Disse ela fugindo do assunto.

– Hmm, Q não perdeu tempo. – Falei cutucando ele que ficou sem graça.

– Calem a boca!

– Nossa, ficou nervosinho – comento e Maggie começa a rir.

Ele revirou os olhos e sumiu da nossa vista. Na verdade foi se enturmar.

– Coitadinho meninas, vocês são maldosas – Abbie diz olhando-o sair.

– Awwn – Maggie e eu fizemos um coro. – Que linda! – Digo.

– Gente, para – pede ela sem graça.

– Depois você me conta melhor essa história, safadinha. – Digo como desfecho daquele papo.

   Ficamos conversando em grupinho e depois nos juntamos aos meninos. Estava calmo até, acho que estaria mais animado se todos da banda estivessem aqui, só estava eu, Bruno, Kam e Maggie, Q e Abbie, Ryan e Phil.

– É normal a casa vazia assim ou você expulsou metade do povo? – Pergunto e Bruno sorri.

– Eu chamei os meninos, mas uns quiseram ficar com a família, outros saíram à parte. Restou-me chamar esses aí – ele abana as mãos no sentido de Ryan e Phil e eu ri. – Podíamos jogar pôquer, deve ser mais divertido – Bruno sugere e concordo prontamente.

Levei uns petiscos e bebidas pra sala e Bruno arruma uma mesa na sala.

– Pôquer, ninguém ganha de mim sou o melhor – Ryan se pronuncia já se sentando.

– Faz-me rir Ryan, eu ganho de você sem ao menos tocar nas cartas – Phil caçoa dele.

– Eu ganho de vocês dois juntos – Quentin entra na brincadeira.

– Calem a boca para a partida começar, obrigada – recolho minhas cartas que Bruno havia distribuído e eles fazem um coro de “ui”.

A rodada começou bem, até que Phil ganhou e gritou um “rá” na cara do Ryan. Ele com certa raiva conseguiu ganhar a segunda e fez uma dancinha um tanto quanto estranha de vitória. Abbie se revelou ganhando duas rodadas, Quentin ganhou uma e Bruno ganhou duas também. Eu e Maggie? Vamos rir, nós não ganhamos nenhuma virando chacota para os outros.

***

– Bem, deu a minha hora – Ryan fala se levantando do sofá. – Nos falamos amanhã Bro – ele toca a mão de Bruno -, Emma! – ele chama minha atenção e faz a dancinha da vitória me fazendo gargalhar. Jogou um 
beijo no ar para mim e saiu.

Não era tão tarde, mas já dava sinais de sono. Phil foi o primeiro a ir embora, logo depois Quentin e Abbie, Kame Maggie já estavam se preparando para ir, então fui até o quarto guardar meus salto e colocar um chinelinho – meus pés agradecem! – e arrumar minhas coisas na maleta para ir também. Dei mais uma olhada no quarto na esperança de não ter deixado nada para trás e bem, acho que está tudo aqui sim.

– Pensei que fosse demorar mais alguns anos – já mencionei que Maggie é impaciente para certas coisas? Pois bem.

– Por mim tudo bem se quiser que volte para lá e demore esses mais alguns anos – falo de escárnio, os dois garotões riram baixinho e gentilmente ela coloca o dedo do meio pra mim. – Então, vamos?

Kam se despediu de Bruno seguido de Maggie e por último minha vez:

– Se quiser passar mais essa noite aqui... – falou próximo de meu ouvido assim que lhe dei um abraço. Por essa frase podemos deduzir que é um convite nada “angelical”.

Senti minhas bochechas corarem, é um pedido que outra mulher não recusaria, mas...

– É um convite tentador, porém tenho que trabalhar amanhã. Deixa por uma próxima, aparece em casa qualquer hora, mas agora tenho que ir, viu?! Adorei te conhecer. Chama no WhatsApp. – Falei tudo as pressas e meio desengonçada percebendo que o casal maravilha saiu da casa de fininho. Acenei pela última vez da porta e ele me olhava meio confuso e sorrindo, nossa eu sou bem estranha, eu hein.

(Desculpem-me pela burrice em achar gifs decentes)