segunda-feira, 2 de junho de 2014

Capítulo dez

   Acho que fiquei em transe até entrar em meu quarto e pensar “Olha o que eu fiz!”. Tratar um beijo como o maior pecado do mundo não é a melhor ideia, mas eu estou tratando dessa forma. Ah não, não sou de me apaixonar a primeira vista e todo esse melodrama, somente essa coisa toda de “astro” “famoso” e seja lá o que for me assusta, de certa forma. Parando para pensar, como eu o conheci mesmo? A vida é uma loucura mesmo, quanto menos você espera algo, o algo acontece.

   Ficar jogada na cama olhando para o teto é tão reflexivo que somente agora percebi a campainha tocar, talvez pela milésima vez. Levanto-me e descalça vou atender a porta, esperava qualquer outra pessoa, até a senhora Johnson – minha vizinha da frente e bem barulhenta -, menos ele. Nossa, até parece que ele não poderia vir aqui, inteligência rara a minha.

- Oi. Posso entrar? – Pergunta ele.

Dou passagem a ele como um sinal de “sim”.

– O que devo dessa ilustre visita... Já que nos vimos há uns 15 minutos – digo ironicamente.

– Como posso dizer... – resmunga. – Creio que precisamos esclarecer algumas coisas. O olho com cara de dúvida, então na dúvida...

– Não entendi, mas adorei – falo seguido de um riso estridente. – Okay, parei com as piadinhas infames, prossiga.

Bruno soltou uma risada bem mequetrefe e veio se aproximando de mim, assim mesmo, na cara dura. Eu já imaginava o que ele tinha em mente, assim deixei estar. Segurou-me pela cintura e me encorou nos olhos.

– Eu imaginava algo mais surpreendente, do tipo “Enquanto eles conversavam o caro rapaz a interrompe com um beijo desentupidor de pia”. – Consegui acabar com o restinho do clima que tinha ali, é, eu sou complicada. Ele me olhou e começou a rir, se desvencilhando de mim.

– Pelo menos tentei, não é?! – Diz rindo novamente.

– Sim.

Ficamos nos encarando por um tempinho.

– Eu deveria te beijar.

– É, deveria – falo e Bruno prontamente me segura pela cintura novamente. É incrível como eu fico mais, digamos, “fogosa” perto dele. Eu hein!

   Em questão de segundos nossos lábios se juntaram. Sua língua tocou minha boca como pedido de passagem – “pedido de passagem” parece até que estou falando de passagem para metrô, ônibus...Nossa, melhor parar com esses trocadilhos imbecis. Sua mão repousou em minha nuca, por baixo dos cabelos e segurando um pouco deles, enquanto a outra pressionava minha cintura.

– Hey, acho melhor você e o carinha aí embaixo se acalmarem.

– Vai. Acabar. Com. O. Clima. Justo. Agora? – Diz entre beijos alternados pelo meu pescoço e boca.

– Você joga bem sujo, sabia?!

Me olhou e deu um sorriso safado. Saímos da sala e de encontro ao meu quarto, entramos separadamente e ele logo tirou sua camisa jogando-a em qualquer canto.

– Rápido você. – Falei tirando minha blusa assim como ele.

– Você também não é lenta – foi aproximando-se de mim e me deu um beijo, assim “caímos” na cama.

Bruno ficou por cima de mim, seus lábios percorriam minha nuca causando-me arrepios espontâneos. Virei me deixando ele por baixo e “sentando” em seu colo. Com jeitinho fui tirando minha calça e toquei-a pelo chão do quarto.

– Essa é a sua melhor lingerie? – Bruno pergunta me olhando. Realmente meu sutiã rosa bebê não ornava com a minha calcinha cinza.

– Não tenho culpa se saio com a intenção de jantar e não de transar... Ah, sério que você liga para isso no momento?

– Só tentei descontrair.

– Ah claro, na hora “H” é o melhor lugar para descontrair mesmo – digo debochadamente. Ele me vira ficando por cima novamente.

– Então paramos com a palhaçada agora. - E foi assim que eu recebi um beijo sem perceber que meus seios já se encontravam a mostra.

   Sua língua percorreu um caminho até meus seios, e o abocanhou. Enquanto dava leves mordidinhas em meu seio direito, fazia massagem com a mão em meu seio esquerdo. Meus mamilos já estavam rígidos mostrando minha excitação. Ele se levantou um pouco e com certo custo tirou sua calça, mostrando sua cueca boxer preta com extremo volume. Instintivamente mordi meu lábio inferior.

   Seu peitoral não daqueles definidos extremamente, é normal e eu gosto assim. Nunca gostei de cara bombado. Aproveitei para pegar uma camisinha em meu criado mudo e lhe entreguei. Talvez ele tenha ficado com vergonha, virou-se de costas, tirou sua cueca e colocou a camisinha em seu membro. Ainda “no comando” tirou minha calcinha e se encaixou entre minhas pernas, eu pedia encarecidamente – em meus pensamentos, claro - para tê-lo dentro de mim , até que foi.

   Eu já estava lubrificada naturalmente, então foi rápido e prazeroso. Abri minha boca em um gemido oculto, seu dedo indicador parou em minha boca como se pedisse para ficar quieta. Suas estocadas foram ficando rápidas conforme o tempo.

   Aquela posição estava um pouco desconfortante para mim, assim elevei meu tronco para frente e fazendo-o se virar e deitar-se na cama. Posicionei minhas pernas pela lateral de seu corpo e com a ajuda de minha mão penetrei seu membro em mim. Eu podia ver suas mãos agarrando os lençóis e seus olhos fechados. Dei uma fisgada em meus lábios enquanto rebolava em seu colo. Eu sentia o meu corpo dar leves estremecidas avisando que meu ápice estava próximo, e com mais algumas rebolas meu corpo se estremeceu por completo, aquela sensação de alívio e prazer havia tomado conta de mim por completa. Não demorou muito e observei a feição e as mão de Bruno relaxarem, aquela sensação havia chego para ele também.

   Tombei para meu lado na cama e comecei a fitar o teto, um leve sorriso formara sobre meus lábios. Dei uma breve olhada para o lado e ele também encara o teto, assim se pronunciou:

– Você mandou bem – sua voz soava ligeiramente ofegante.

– Não costumo decepcionar – digo convencida e escuto seu riso.

Vi ele virando seu rosto para mim, assim fiz também.

– Acho que preciso de um banho.

– Eu também. Não tenho roupas masculinas em casa.

– Tudo bem, eu repito a mesma que eu estava que no caso está em algum lugar do chão.

– Tudo bem – digo dando de ombros. – Talvez há essa hora sejamos as únicas pessoas de Los Angeles a conversar nus, e sem nada para cobrir nossas vergonhas, depois de uma transa.

– Há a hipótese de que em algum motel da Califórnia haja um casal nesta mesma situação.

– Realmente... Pode ir primeiro para o banho, eu espero. E... Joga isso bem direitinho no lixo – aponto para a camisinha com certo nojo. Ele olha e começa rir da minha cara.

   Me enrolei no lençol e o observei caminhar até o banheiro, com uma manta enrolada em sua cintura. De uma coisa eu tenho certeza, nunca senti algo tão bom quanto com ele no quesito “cama”.

   

Um comentário:

  1. Que hot foi esse dona moça? Flááááá´´´´a acho que tu ta praticando hein, porque foi MUITO bom. Sério, parabéns. Amei as partes que eles descontraíram com uma piadinha ou outra, isso é perfeito! Nossa, bom demais <3 Parabéns! E não demora, por favor

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