Eu poderia começar com “Oi, me chamo Emma
Carter, tenho 27 anos e blá blá blá”, mas prefiro começar por minha história de
vida, a qual é entediante e com uma pequena frecha de divertimento, amor
incondicional e decepções. Poderia ser um certo flashback, porém serei a narradora intrometida no texto e/ou
história – narrador-personagem.
Tudo começou em um dia ensolarado no
campo...Opa! Volta a fita. Como disse, minha vida não é nada de interessante, e
sim rotineira. Trabalho em uma “companhia de engenheiros civis”, é como um
escritório, só que um pouco maior – não é a quantidade de pessoas que
trabalham, e sim o lugar em que passamos mais tempo, onde planejamos tudo.
Basicamente é meu chefe Simon e os engenheiros (as): eu, Peter, Stuart e
Quentin – meu melhor amigo – e a entojada Eva. Ninguém gosta dela, nem mesmo os
meninos, o que é estranho porque ela tem um corpão, mas é daquelas pessoas que
faz questão de ser odiada. É cheia de “não me toque”, “sou a fodona daqui” e
mulher do chefe; ela só vem aqui pra pentelhar mesmo. Mas como Deus é pai e não
padrasto, Eva só aparece as terças e sextas.
Nunca me dei bem na escola, com as pessoas,
sempre fui a CDF, tímida e quieta, conversava com algumas meninas, mas meu
amigo mesmo é Quentin. É como um irmão pra mim – e CDF também. Acho que é isso
é uma lei de todas as escola dos Estados Unidos da América: CDF’s andam com
CDF’s, populares andam com populares, meninos do time com meninos do time e
idiotas com idiotas, seguindo uma “cadeia alimentar das escolas”. E cá estou
eu, numa profissão um pouco cansativa, cheia de seus cálculos e derivados.
Prédios e mais construções. Evas e mais Evas.
***
–
Nossa, você, sei lá, não fica um pouco angustiada de viver sozinha nesse
apartamento? – Pergunta Quentin enquanto eu pegava minha bolsa no sofá e as
chaves do apartamento e do carro.
–
Pra começar que você e sua irmã moram no apartamento do andar de cima e vivem
mais no meu apartamento do que no de vocês. – Falo tirando a chave da porta
depois de trancá-la.
–
Mas Emma, ele não falou sozinha nesse sentido, e sim no sentido “você não sente
falta de um amor, de um companheiro por perto, que possa te fazer carinho e
transar”. – Maggie, a irmã de Quentin se pronuncia meio loucamente. Quentin
corou um pouco e ela e eu caímos na gargalhada.
–
Bem, chega de palhaçada, vamos logo que eu tenho que trabalhar.
–
Querida, também trabalhamos viu, não somos vagabundos não. – Maggie faz uma
pose estranha me fazendo rir de novo.
Descemos
para garagem do prédio. Quentin sempre
vai comigo no meu carro, já que sua irmã precisa do dele. Maggie tem uma
floricultura no centro, até que é famosa em Los Angeles.
Chegamos na nossa querida companhia de
engenheiros civis e fomos logo pra nossa sala, e para minha infelicidade hoje é
sexta, dia de Eva. E falando na peça, ela surge na porta da nossa sala. Eita
boca santa a minha.
–
Olá queridos. – Ela diz com a voz mais enjoada possível. – Vim trazer esses
projetos para vocês, preciso deles prontos hoje. – Ela veio rebolando até
nossas mesas com os papéis em mãos. Uma coisa eu falo: tenho inveja do corpo de
Eva. Gostaria de saber como ela mantém suas curvas e pernas aos 47 anos.
Coitada
de mim, tão magrela que se alguém suspirar eu já caio.
Q e eu fomos até a Starbucks tomar um café
na hora do almoço, na verdade não pedi um café literalmente e sim um milk-shake
bem servido, uma bomba calórica deliciosa.
– Às
vezes me pergunto como você não engorda, desde o colégio você come feito uma
vaca enorme e nenhuma grama de gordura no corpo. – Q fala me olhando devorar o
tal milk-shake.
–
Primeiramente obrigada pelo “vaca”, é um animal até que bonitinho, e
respondendo a sua dúvida de anos, eu não sei. Talvez eu seja magrela de
ruindade, mas se eu fosse mais gordinha eu ficaria feliz. – Digo e já tomo mais
um pouco do milk-shake.
–
Não entendo vocês, mulheres. Se estão gordas demais reclamam, se estão magras
demais reclamam também. Vai entender.
– A
gente não reclama, apenas fazemos pequenas observações.
–
Okay! Mas se serve de consolo, você é linda assim, sem por nem tirar. – Quentin
sendo fofo. Sorri em retribuição ao comentário.
Terminamos de tomar nosso lanchinho e
voltamos ao batente. Os projetos não eram tão complexos, então conseguimos
terminar logo, e a tarde correu como sempre, meio quieta. Chegamos ao prédio,
cumprimentei o Sr. Williams. O porteiro mais gente fina que já conheci. Subimos
e como já imaginava Maggie já estava no eu apartamento. Na realidade eu nem sei
por que eles têm um apartamento, é tanto aqui no meu que até dormem e tudo
mais, porém eu gosto disso, da companhia deles, acho que eu realmente preciso
de alguém, quando fico sozinha dá uma certa angustia, como disse Q.
Um tempinho depois do jantar eles foram
embora, tomei meu banho, coloquei meu baby doll, hoje estava quente e me
deitei. Na verdade eu entrei em coma, porque num piscar de olhos já adormeci.
***
Ai que maravilha, hoje é sábado, pude dormi
até tarde; na realidade estou me levantando agora, e são exatamente onze e
vinte da manhã. Coloquei minhas pantufas e fui até o banheiro fazer minha
higiene matinal. Caminhei até a cozinha, deixei o pó na cafeteira e sentei-me
na banqueta do balcão da cozinha e comecei a folhear o jornal. Mas só comecei
mesmo por que ouvi a campainha e já sei até que é, ou melhor, que são.
–
Oh mulher, de pijama ainda?! Vai se arrumar que vamos fazer compras, hoje tem
uma balada bem tunts tunts pra gente ir. – Não disse que eles vivem mais aqui
do que lá. Maggie entra seguida de Q.
Não
que eu não goste de ir ao apartamento deles, eu já fui, mas sei lá, sou meio
esquisita. Ou talvez seja essa rotina deles sempre aqui que me acostumei, na
verdade eu me acostumo rápido com rotinas, pra mim nem são entediantes assim.
–
Além da balada tunts tunts, ela tem um novidade pra você. Ela já me falou. – Q
desliga a cafeteira e serve um pouco de café pra ele.
Maggie
se ajeita na banqueta ao meu lado, tosse um pouco como se estivesse limpando a
garganta para um discurso e se pronuncia:
–
Estou namorando! – Quando abro a boca pra dizer algo ela eleva a mão direita
pra mim, pedindo pra não interrompê-la. – E ele é de certa forma famoso.
Okay,
eu ainda estou processando a informação.
–
Você namorando um ser famoso? – ela assenti positivamente – Ai mulher,
desembucha logo quem é. – Agora eu realmente estava curiosa.
–
Lembra quando eu fiquei um mês em Nova York?! Pois bem, eu o conheci numa
balada de lá. E antes que você se mate de curiosidade, o nome dele é Kameron,
mas pode chamar de Kam. – Ela disse, mas eu ainda não sabia que era. – Pra
melhorar a situação, ele é integrante da banda do Bruno Mars, por isso é de
certa forma famoso.
Assim
que ela terminou de contar eu fiquei com cara de retardada. Bem, quando você vê
qualquer outra pessoa anônima namorando uma pessoa famosa, você nem liga tanto.
Porém, quando isso acontece com pessoas próximas de você é estranho.
–
Foi ele quem nos convidou pra balada tunts tunts. É hoje, as nove, perto da
minha floricultura. Seremos vips minha cara amiga e meu caro irmão. – Disse ela
toda empolgada.
- Ah, oi! Eu novamente enchendo o saco com outra fic jashasujhhjan mas essa eu acho que termino - não vou deixar pela metade, eu acho.
- Espero que gostem, capítulo sem gif porque eu não achei nenhum momento pra colocar mesmo, sou estranha, eu sei.
- O nome da fic é o nome de uma música da Adele <3 ai gente, sou Daydreamer também jashakshjsa e prometo colocar uma aba "Sobre a fic" e especificar melhor a história.
- Provavelmente eu irei conseguir postar um dia sim e um dia não. É isso, beijo no coração sertanejo de cada um e espero que gostem.
Adoreei. Pensei que a amig da Emma ia namorar com o Bruno e depois o Bruno se apaixonar pela Emma. seria legal de se ver!
ResponderExcluirThais, tá querendo barraco na fic kashbajshahsksa mas vc tem razão, seria massa... ai menina pq vc não deu a ideia antes ajshasasa mt obg por comentar <3
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